O plebiscito da separação

Por Francisney Liberato

Escolha com sabedoria o lado em que vai estar quando vier o momento de decisão.

Em 2017, ocorreu o movimento chamado “O Sul é Meu País”, cuja finalidade foi consultar a população de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná sobre a possibilidade de se separar do Brasil. Utilizaram uma consulta denominada plebiscito. A votação teve um caráter simbólico, ou seja, sem valor legal. O resultado apontou, em uma dessas pesquisas, que mais de 95% dos moradores dos estados citados foram favoráveis a cisão.

Esse não foi o primeiro plebiscito realizado pelo movimento “O Sul é Meu País”. Em outubro de 2016, outra consulta foi realizada. O resultado foi semelhante, isto é, 95,74% da população dessa região, disseram ser favoráveis à separação dos três estados do restante do país.

Outro episódio recente, em 2017, ocorreu na Espanha. A região da Catalunha que é composta por quatro províncias: Barcelona, Girona, Lérida e Tarragona, cuja capital e a maior cidade é Barcelona, foram realizadas manifestações e plebiscitos com objetivo de obter a independência.

A Catalunha usufrui de forte autonomia política e é uma região extremamente relevante e importante para o país.

A região possui um governo regional, conhecido como Generalitat, com instituições próprias, idioma oficial e também uma Suprema Corte.

Ambos os casos citados buscaram o divórcio dos seus países. Existem vários motivos, dentre os quais destaco: econômico, político, idioma, social, enfim.

Não importa o que as pessoas utilizaram como pressupostos para propor a separação, o que precisa ficar muito transparente, é que toda divisão traz consequências, podendo ser boas ou ruins.

Na nossa vida, normalmente às sequelas da ruptura ou consequências negativas, podem durar anos. Ou quem sabe, em alguns casos, podem alongar por uma vida inteira. Entretanto, em outros cenários, podemos ter efeitos positivos da decisão, que gerarão grandes benefícios para o presente e futuro.

Entendo que ninguém quer romper com a instituição em que trabalha; o país onde mora; a família que possui, o governo que se submete. Mas infelizmente ou felizmente, a nossa vida é assim. Chamo a atenção para que, antes de se manifestar, tomar partido, pensar em decidir em desunir, utilizar de toda sabedoria e cautela, pois do contrário, poderá se arrepender.

Busque o bem comum, use da benevolência e faça todos os esforços necessários para evitar desassociar-se. Não existe ninguém perfeito; nenhuma família imaculada; nenhum país impecável; nenhuma instituição sempre justa. É importante entender que todos temos falhas e imperfeições.

Um dia estaremos diante de situações desconfortáveis, a qual não desejaríamos, mas seremos tentado a promover a separação. O movimento brasileiro “O Sul é Meu País” e o da região de Catalunha na Espanha, já tentaram diversas vezes em divorciar-se dos seus países, contudo, até o momento não houve sucesso nesse posicionamento. Todos têm os seus motivos e argumentos. Avalie com atenção aquilo que lhe trará melhores resultados.

Estamos suscetíveis a separação e ao distanciamento das pessoas, lugares, instituições, dentre outras. O amor é a única maneira que temos para nos manter unidos, quer como indivíduos, organizações, países, etc.

A única pessoa que conheço que jamais nos abandonará é Deus, não importa a situação em que estamos, as decisões imprudentes que tomamos, as forças e poderes que nos humilha e escraviza, nada, indiscutivelmente, nada nos separará do amor de Deus.

Para que possamos superar essas dificuldades, se esta for a sua decisão, é preciso confiar Naquele que nos conhece de forma minuciosa, a qual nos deixou está esperança descrita em Romanos 8:37-39: “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!

Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador.

http://www.francisney.com.br

3 comentários sobre “O plebiscito da separação

  1. Como sempre parabéns que Deus continue abençoando sua vida,para q execute esse belo trabalho em favor dos próximos . Deus amou o mundo de tal maneira que nos deu seu único filho para q aquele que nEle creia não pereça mas tenha a vida eterna …
    Muito feliz na escolha do tema tanto cotidiano como bíblico.

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  2. Como dizem, errar é humano, permanecer no erro é burrice. Há escolhas que nos direciona para frente, adiante! É como você disse, o amor de Deus por nós é infinito e quando ele está à frente de nossa vida não há o que temer, tudo q acontece é para nos livrar de algo ainda pior e para nos direcionar ao plano bom, perfeito e agradável que ele tem preparado nós.

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  3. Muito bem. As pessoas tendem a pensar que separação é algo ruim, que quem quer a separação só quer o mal do outro, mas isso não é verdade. Prefiro pensar que essa situação é mais parecida com a de um filho se tornando adulto e saundo da casa dos pais. É assim que o movimento O Sul é o Meu País pensa.

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