Esporte dá jogo

Por Coltri Junior

Já não é de hoje que venho alertando sobre as mudanças no cenário de empregos no Brasil e no mundo. Existe crise de emprego? Sim. Ela vai passar? Provavelmente não. De acordo com estudos divulgados insistentemente pela imprensa, por trabalhos científicos, por livros e pelos editoriais especializados, estamos em um caminho sem volta. Antídoto? Procurar novas formas de negócios.

Dentre tantas que já apresentei aqui neste espaço, tem mais uma que já é conhecida de longa data: o esporte. Ele dá negócio, dá jogo.

Paulo Locco, em seu livro Falando da dor, nos conta como conseguiu fazer (e perder, por mais de uma vez) um milhão de dólares dentro da promoção de esporte. Ele era o principal promotor dos eventos de tênis no Brasil, nas décadas de 1980 e 1990. Por conta de seu sucesso, foi convidado pelo vice-presidente da Band para cuidar da reestruturação da programação dos eventos de esporte no Guarujá, no verão de 1990. A Band era a TV que mais investia em esporte na época e janeiro era um mês ruim, já que o futebol estava de férias. Locco, então, disse que não queria ser contratado, mas, queria sim, uma parceria. E o projeto seria de transmissão de esporte ao vivo o mês inteiro, dando mais de 78 horas de transmissão. O custo? Um milhão de dólares! Segundo o autor, para cobrir os custos e dar lucro, o evento contaria com o maior valor de cota de patrocínio em esporte já vista no Brasil: foram 6 cotas, divididas meio a meio, entre a empresa dele e a Band, cada uma no valor de 500 mil dólares (hoje é fichinha…). Fizeram um “mega” evento de lançamento e as cotas foram vendidas na hora.

Dentro do esporte, o nível de exposição da marca é algo fabuloso. Os grandes jogadores de futebol, da NBA, da NFL, não ganham a fortuna que ganham só porque são craques. No futebol, por exemplo, muitos jogadores do passado (sem saudosismo, que realmente não é a minha “praia”) eram melhores que os de hoje, mas ganharam muito menos. A grande questão é que, nos tempos áureos, o esporte bretão não envolvia tanto dinheiro quanto hoje. Os jogadores, portanto, são remunerados em função do montante de pessoas e dinheiro que suas presenças em campo auxiliam a envolver e movimentar, respectivamente. E, para que os resultados melhorem, é preciso que o esporte seja visto como disputa, sim, mas, principalmente, como entretenimento. Aí dá jogo! A mente em paz vive, produz e consome mais. Que os empresários e diretores de esporte pensem nisso, se quiserem, é claro!

Prof. Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br – E-mail: coltri@coltri.com.br – facebook.com/coltrijunior.

 

 

 

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