Plasticidade cerebral

Por Francisney Liberato

Desenvolva novas habilidades utilizando-se da plasticidade cerebral.

O Código de Trânsito Brasileiro define regras para o bom funcionamento do trânsito no país.

Os carros são fabricados obedecendo às regras impostas pelo Código.

Dentre essas premissas posso citar algumas, tais como: dentro do automóvel, o volante e o motorista estão dispostos do lado esquerdo; em trânsito, o motorista deve fazer a curva aberta, quando for dobrar para esquerda, e fechada quando for virar para direita; a lógica das estradas, são: para ir (mão), lado direito, e para voltar (contramão) lado esquerdo.

Na África, essas normas são opostas ao do Brasil, ou seja, dentro do automóvel, o volante e o motorista estão dispostos do lado direito; em trânsito, o motorista deve fazer a curva fechada, quando for dobrar para esquerda, e aberta quando for virar a direita; a lógica das estradas, são: para ir (mão), lado esquerdo, e para voltar (contramão) lado direito.

A percepção que tive quando comecei a dirigir o veículo foi de total confusão no cérebro, pois o meu hábito é do padrão brasileiro. A consequência disso foi a ocorrência de muitos erros e vacilos no trânsito africano.

Entretanto, com o passar dos minutos dirigindo, o cérebro começou a realizar adaptação ao novo ambiente de trânsito. E o que era transtorno no início, e até criação de pensamentos negativos de que era melhor desistir; com a persistência, ele se moldou, e os erros foram se esvaziando.
Isto é fantástico! Temos a capacidade de ser versáteis quando ocorrem novos desafios.

Sabe por que ocorreu isso? É a chamada plasticidade cerebral ou neuroplasticidade, a qual utilizo e estímulo muito na minha vida, como modelo mental. O impulso para plasticidade se dá a partir da experiência e do comportamento do indivíduo.

O site “http://www.tutores.com.br“, refere-se a plasticidade cerebral como: “a capacidade que o cérebro tem de mudar ao longo da vida. É a capacidade adaptativa do SNC (Sistema Nervoso Central), é a habilidade para modificar a organização estrutural e funcional em resposta às experiências (estímulos ambientais). O cérebro humano tem a incrível competência para se “autorreorganizar” por meio de novas conexões entre as células nervosas, os chamados neurônios”.

Vale ressaltar que somos indivíduos singulares, e o nosso cérebro é único, e com possibilidades de ser mutável, elástico para o aprendizado.

Assim, encare as oportunidades que surgem na sua vida como uma possibilidade de utilizar à plasticidade cerebral. Aprender dirigir em outro país, um novo idioma, tocar um instrumento musical, novas técnicas de trabalhos etc. são momentos únicos para explorar o seu cérebro. Permita-se!

Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador.

http://www.francisney.com.br

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