A FALTA DE RUMO E DE OBJETIVO GERA INATIVIDADE

Por Luiza Ricotta

A pessoa inativa é aquela sem ação. Faltando movimento e dinamismo em suas atividades bem como nos pensamentos, na ausência de criatividade e de ideias. Dificilmente reflete, pois com a falta de exercitar o pensar e agir, fica embotada, presa na inércia, como quem espera algo ocorrer. Ainda não descobriu o valor de mudar suas atitudes. Pois somente com essa movimentação é que podemos fazer escolhas, optar e consequentemente ir descobrindo o próprio caminho

Por acreditar que dá muito trabalho, muitos se entregam na inércia, e não evoluem. Aguardando algo diferente ocorrer ou que lhe passem a fórmula certa para conquistar o que tanto deseja, que sempre tem a ver com um caminho feito por outra pessoa e não por você mesmo. 

O fato é que, o fazer constante,  é seguir desvendando e desbravando caminhos e possibilidades.  É o melhor recurso para ir se descobrindo frente ao desafio, dosando as suas habilidades e investindo gradualmente, tendo como resposta o retorno de tudo o que vai consolidando como experiência de vida naquele interesse e descobrindo a satisfação que isso lhe proporciona. Pois o desafio de conquistar a sua carreira pública precisa ser gratificante para avançar; pois quando se torna sofrido, acaba emperrando e trazendo muitos dissabores, dúvidas e receios – fatores geradores de insegurança e perda de confiança em si mesmo. Para quem vive um processo de aprovação toda a atividade que tem como resultado um ganho, um aprendizado é entendida como relevante no processo como um Todo.

Entenda que o candidato à carreira publica tem pela frente um percurso de carreira solo, onde dependerá dele mesmo avançar, progredir e crescer inclusive como pessoa! Uma das falhas comumente percebidas em meu trabalho, é o profissional não associar a sua evolução pessoal com o avanço intelectual que visa obter. O conhecimento em si vale quando eleva a capacidade de Ser da pessoa. E é através de atitudes que o profissional interessado e focado nos estudos vislumbra, a estratégia para o alcance do seu objetivo, mas precisa saber que junto disso estará também desenvolvendo suas qualidades pessoais, habilidades que vão sendo treinadas e desenvolvidas a medida em que vai modelando o seu papel de candidato a carreira pública.

O dinamismo não é perda do foco. É determinante nos esquemas de organização e planejamento, oferecendo-nos sentido e direção frente aquela circunstância – que é exatamente o que um candidato precisa para avançar. É monitorado constantemente, com humildade de quem aceita que pode rever suas ações e melhorar seu enfoque e direção. Avançar, representa sim ter um bom plano,  pautar-se  na realidade e não no que deveria ser feito. Condições em bases irreais em nada auxiliam e proporcionam instabilidade a aqueles que vislumbram altos resultados, simplesmente porque se consideram “pessoais especiais”. O amadorismo não tem lugar num projeto como esse que é de ir se solidificando.

A sensação de insegurança e instabilidade se eleva toda vez que se acumula uma crença negativa em torno de si mesmo. E isso pode acometer a Todos. Sem exceção. Se pensarmos no candidato que permanece inerte, sem ação, sem mudanças significativas, acreditando naquilo que quer, certamente que truncará o aprimoramento que necessita para vivenciar seu processo de aprovação.

A conquista existe parcimônia, palavra e atitude pouco utilizadas. Talvez em razão da pressa constante na vida das pessoas, pela influencia tecnológica que nos dá um sentido que tudo é para ontem. Mas pessoas vivem dentro de um limite possível. Numa esfera da realidade que habitam. E não podemos de modo algum burlar isso, pois o preço a pagar é alto. Passa-se a desejar que os resultados sejam instantâneos e se perde a noção do próprio valor face ao exagero de querer acreditar que com você tudo teria que ser pra lá de perfeito.  Arrancar um valor pessoal que não está creditado em si, mas no que deseja que os outros acreditem. Pois deseja ser convencido de que é o máximo. Por isso sua insistência nesta conduta. São aqueles candidatos que gostam de falar e contar sobre o quanto são exímios, de que são mais estudiosos, mais competentes que outros. São aqueles que sentem que deveriam receber mais resultados do que os outros, porque julgam ser mais merecedores de benefícios que outros. E ficam pasmos quando pensam que outros estão tendo o júbilo que consideram ser merecedores. Desconhecendo obviamente que outros estão também vivendo dificuldades inerentes ao seu processo de evolução. Que lidam com dificuldades mas avançam na solução.  São iludidos pela ideia de que outros estão tendo o ganho que é seu! E que por isso ficaram sem a sua vitória.

Existem pessoas que não realizam ou pouco o fazem, até porque os criativos são mutantes, insatisfeitos por natureza e desejam sempre criar novos meios para dar um passo adiante. A inatividade gera imutabilidade, o que é péssimo para um candidato que precisa ser hábil, rápido, estrategista, determinado, ter foco e discernimento para não cair nos exageros e simplesmente levar a cabo um projeto ordenado, simples, coeso, limpo, fácil de dar conta. Sem ser mirabolante e mais envolvido com a qualidade do seu ritmo estável e natural.

Fica aí a ideia de repensar a sua forma de agir neste período tão significativo e de tamanho valor a você que investe na sua formação profissional. Lembre-se! Candidato inteligente é aquele que sabe fazer a gestão emocional desta etapa e corrigir as suas rotas, tornando-as promissoras ao seu sucesso.

Luiza Cristina de Azevedo Ricotta – E-mail: luizaricotta@hotmail.com

 Psicóloga, Profa. Universitária, Palestrante e Articulista.Mestre em Psicologia pela Universidade Mackenzie, SP.  Formação em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, SP , Formação em Coach pelo Instituto Holos BR e  Formação em Mediação e Conciliação cadastrada pelo Conselho Nacional de Justiça. 

Pós Graduada em Terapia Familiar Sistêmica pela PUC SP , em Psicodrama e como Didata Supervisor em Psicodrama pela Federação Brasileira de Psicodrama. 
Autora de diversos livros,entre eles: 
 – “Vida em Ritmo de Concursos”: vivências e emoções para refletir e seguir rumo à aprovação!” .PR: Juruá Ed.,2016, 

– “Psicologia do Comportamento Criminoso”. PR: Juruá Ed., 2016;. 

– “Concurso Público: como enfrentar esse desafio! a preparação emocional em concursos”. SP: Rideel Ed. 2011/2013 ;
Facebook: LuizaRicottaConsultoriaemPerformance

 

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