Menos é mais

Por Laine Andrade e Silva

“Tornai-vos praticantes da palavra e não simples ouvintes, enganando-vos a vós mesmos!” (Tiago 1:22)

 A palavra é sagrada e isto pode ser comprovado pela bíblia. Segundo nosso meigo Rabi da Galileia, pior do que o que entra pela boca do homem, é o que sai dela. (Mateus, 15:18-19). Sendo assim, em tempos de propagação rápida do que se fala, muitas vezes sem pensar ou filtrar, devemos ter mais cuidados com nossas palavras, ainda que sejamos apenas meros reprodutores de pensamentos alheios. Nosso dever inicial é checar se não estamos reproduzindo fake News, isto é, notícias mentirosas, cujo intuito é fazer valer o que se pensa, mesmo que não estejamos seguros da fonte ou da veracidade (verdade) dos fatos.

Em tempos de pandemia, nossa responsabilidade deve ser muito maior, sob pena de espalharmos pânico e desesperança. Infelizmente, o que mais se pode notar nas redes sociais e nos veículos de comunicação em massa são vídeos e textos enormes veiculando as mesmas notícias, mas com autorias distintas, disseminando o medo desprovido de esperança. Tem-se a impressão de que todos querem usufruir de seus segundos de fama, ainda que isto custe tristezas e desalento. Onde está nossa consciência cristã? E os exemplos que nosso mestre Jesus nos deixou?

Há algumas décadas, tinha-se a noção de que quanto mais extenso o texto, falado ou escrito, maior qualidade ele teria. Ledo engano! Ainda bem que acordamos a tempo, até se criou uma frase popular que dizia: muito papo, pouco som. Percebeu-se que mais do que o tamanho da mensagem, o que realmente importava e importa é a própria mensagem, as lições que nela estão contidas. E isso se estendeu às igrejas, independente de seus credos. Perceberam que menos é mais em qualquer contexto e a qualquer pretexto. E eu prefiro beber na fonte do maior comunicador de todos os tempos: MESTRE JESUS. Ou você conhece alguém cuja mensagem tenha atravessado por todos os continentes do planeta por milênios, sem que o autor tenha escrito uma linha sequer e cuja mensagem é de uma atualidade espantosa? Ele falava de forma simples, porém profunda, lançando mão de um discurso carregado de sua própria vida. O mestre usava gestos, lágrimas, sorrisos e carinhos. Não era uma comunicação descolada de sua essência, inclusive física, posto que Ele era e é exemplo vivo de tudo o que pregou.

Portanto, cabe a nós, em plena era da comunicação virtual, adotarmos a simplicidade com responsabilidade como base de nossas mensagens. Não deixemos de espalhar as boas novas por onde quer que passemos ou naveguemos. Mas, não nos esquecendo de que menos é mais! Simples assim! Vamos praticar?

Laine Andrade e Silva, mestre em educação, professora aposentada de português, filosofia e sociologia. É, também, palestrante cristã voluntária

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