DA CONFISSÃO À CONSOLAÇÃO

Faça download do arquivo: 10 Lição Esquematizada – Da confissão à consolação

LIÇÃO 10

(29/02 a 06/03/2020)

Por Francisney Liberato Batista Siqueira

www.francisney.com.br

Tempo estimado de leitura: 20 min

“Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu; porque a Tua cidade e o Teu povo são chamados pelo Teu nome”

(Dn 9:19).

SUMÁRIO

O capítulo 9 de Daniel contém uma das grandiosas orações da Bíblia. Em momentos cruciais de sua vida, o profeta recorreu à oração para enfrentar os desafios que estavam diante dele.

Você tem recorrido às orações em momentos de crises?

 

1 A CENTRALIDADE DA PALAVRA DE DEUS

O período de cativeiro duraria setenta anos (veja Jr 25:11, 12; 29:10). Daniel fez essa oração em 539 a.C., o ano em que o Império Persa substituiu Babilônia. Portanto, quase setenta anos haviam se passado desde que Nabucodonosor tinha conquistado Jerusalém e destruído o templo. Sendo assim, de acordo com a profecia de Jeremias, os israelitas logo retornariam à sua terra natal. Confiando na Palavra de Deus, Daniel sabia que algo importante estava prestes a acontecer ao seu povo e que, assim como Deus havia prometido em Sua Palavra, o exílio em Babilônia terminaria em breve, e os judeus voltariam para seu país. A partir do estudo das Escrituras que lhe eram disponíveis, Daniel também percebeu a gravidade dos pecados de seu povo. Por ter quebrado a aliança, ele havia rompido seu relacionamento com Deus.

Quanto mais estudamos a Bíblia, compreendemos melhor a situação contemporânea do mundo, percebemos nosso lugar nele e reafirmamos nossas razões para ter esperança em meio a um mundo que não oferece nenhuma esperança.

Como a Bíblia nos ajuda a compreender este mundo?

2 UM APELO À GRAÇA

Devemos observar especialmente alguns pontos na oração de Daniel: Primeiramente, em nenhuma parte da oração o profeta pediu qualquer tipo de explicação para as calamidades que haviam acontecido com o povo judeu. Ele sabia o motivo.

O segundo ponto é que essa oração é um apelo à graça de Deus, à Sua disposição de perdoar Seu povo, mesmo que tivesse pecado e feito o mal.

Outro aspecto da oração de Daniel merece ser mencionado: o apelo à honra do nome de Deus. Ou seja, uma resposta positiva à oração do profeta traria honra ao nome de Deus.

As suas petições são para honrar o nome de Deus?

3 O VALOR DA INTERCESSÃO

Ao orarmos por membros da família, amigos e outras pessoas ou situações, Deus ouve nossas orações e pode intervir. Às vezes, pode levar certo tempo para que uma oração seja respondida, mas podemos ter a certeza de que Deus nunca Se esquece das necessidades de Seus filhos (veja Tg 5:16).

Em sua oração, Daniel desempenhou a função de intercessor, ou mediador, entre Deus e o povo. Mas o profeta também se identificou com as pessoas. Em alguns aspectos, Daniel ilustrou o papel de Cristo como nosso Intercessor (Jo 17).

Você tem sido um intercessor ativo?

 

4 A OBRA DO MESSIAS

A oração intercessora de Daniel aborda dois assuntos principais: os pecados do povo e a desolação de Jerusalém.

  1. “Fazer cessar a transgressão”. A palavra hebraica para “transgressão” (pesha’) sugere a violação proposital da parte de um inferior contra um superior (por exemplo, Pv 28:24).
  2. “Dar fim aos pecados”. O verbo ūlahātêm tem o significado de “selar” e, nesse texto, significa que o pecado é perdoado.
  3. “Expiar a iniquidade”. Como Paulo declarou: “Aprouve a Deus que, Nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz, por meio Dele, reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a Terra, quer nos Céus” (Cl 1:19, 20).
  4. “Trazer a justiça eterna”. Somente pela fé podemos receber essa justiça que vem do Senhor.
  5. “Selar a visão e a profecia”. Quando Cristo Se ofereceu em sacrifício, as profecias do Antigo Testamento que apontavam para Sua obra expiatória foram seladas, no sentido de terem sido cumpridas.
  6. “Ungir o Santo dos Santos”. A declaração se refere à inauguração do ministério de intercessão de Cristo no santuário celestial (Hb 8:1).

Deus opera grandes obras em nossas vidas, pense um pouco a respeito.

5 O CALENDÁRIO PROFÉTICO

No fim da visão das 2.300 tardes e manhãs, Daniel ficou atônito porque não podia entendê-la (Dn 8:27). Dez anos depois, o anjo Gabriel veio para ajudar o profeta a “entender” a visão (Dn 9:22, 23). Essa última revelação apresenta as informações que faltavam e mostra que a obra do Messias devia ser cumprida no final de um período de setenta semanas, ou 490 anos.

O ponto de partida para esse período é a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém (Dn 9:25). Essa ordem foi dada por Artaxerxes em 457 a.C. e permitiu que os judeus, sob a liderança de Esdras, reconstruíssem Jerusalém (Ed 7).

2.300 anos e os 490 anos devem ter o mesmo ponto de partida, ou seja, 457 a.C. As setenta semanas se dividem em três seções: As sete semanas (49 anos) provavelmente se refiram ao tempo da reconstrução de Jerusalém. Depois das sete semanas, haveria sessenta e duas semanas (434 anos) até ao “Ungido, ao Príncipe” (Dn 9:25). Assim, 483 anos após o decreto de Artaxerxes, no ano 27 d.C., Jesus foi batizado e ungido pelo Espírito Santo para a Sua missão messiânica.

Na septuagésima semana, outros eventos cruciais aconteceriam: (1) seria “morto o Ungido” (Dn 9:26), o que se refere à morte de Cristo; (2) o Messias faria “firme aliança com muitos, por uma semana” (Dn 9:27). Essa era a missão especial de Jesus e dos apóstolos à nação judaica. Ela seria realizada durante a última “semana”, de 27 a 34 d.C.; (3) porém, “na metade da semana”, faria “cessar o sacrifício e a oferta de manjares” (Dn 9:27). Três anos e meio depois do Seu batismo (isto é, no meio da semana), Jesus encerrou o sistema sacrificial, no sentido de que este já não tinha mais significado profético, oferecendo-Se como o sacrifício final e perfeito da nova aliança, anulando assim a necessidade de sacrifícios de animais. A última semana da profecia das 70 semanas terminou em 34 d.C., quando Estêvão  foi martirizado, e a mensagem do evangelho começou a alcançar não apenas os judeus, mas também os gentios.

Você está preparado para o calendário profético?

 

6 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

Julgue as questões a seguir, marcando, Certo (C) ou Errado (E):

  • (____) Ao considerarmos a oração em Daniel 9, lembremo-nos de que a visão das 2.300 tardes e manhãs em Daniel 8 havia impactado grandemente o profeta.
  • (____) Tenhamos em mente que Daniel fez essa oração em 539 a.C., o ano em que o Império Persa substituiu Babilônia. Portanto, quase setenta anos haviam se passado desde que Nabucodonosor tinha conquistado Jerusalém e destruído o templo.
  • (____) Outro aspecto da oração de Daniel merece ser mencionado: o apelo à honra do nome de Deus.
  • (____) Em sua oração, Daniel desempenhou a função de intercessor, ou mediador, entre Deus e o povo.
  • (____) “Expiar a iniquidade”. Como Paulo declarou: “Aprouve a Deus que, Nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz, por meio Dele, reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a Terra, quer nos Céus” (Cl 1:19, 20).
  • (____) As setenta semanas se dividem em três seções: sete semanas, sessenta e duas semanas e a septuagésima semana.
  • (____) A data de 1844 se encaixa com o que vimos em Daniel 7 e 8. Isto é, o juízo em Daniel 7, que é igual à purificação do santuário em Daniel 8 (veja as lições das últimas duas semanas), ocorre após os 1.260 anos de perseguição (Dn 7:25) e, todavia, antes da segunda vinda de Jesus e do estabelecimento de Seu reino eterno.

Gabarito:

1)  C – Lição de sábado;

2)  C – Lição de domingo;

3)  C – Lição de segunda-feira;

4)  C – Lição de terça-feira;

5)  C – Lição de quarta-feira;

6)  C – Lição de quinta-feira;

7)  C – Lição de Sexta-feira.

Lição completa da CPB: CLIQUE AQUI.

Áudio da Lição ESQUEMATIZADA: CLIQUE AQUI.

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