Tordesilhas

Por Deivis Teixeira

Só de ler o título de hoje você deve ter voltado lá na sua infância, até porque algumas coisas do período de escola ficam gravadas na nossa mente. É bem verdade que algumas palavras e expressões que aprendemos em diferentes matérias no ensino fundamental são interessantes e não saem da memória. Por exemplo: Lembra dessa? “inconstitucionalissimamente”.
Embora não seja a maior, essa palavra é tida, pelo Guinness Book of Records, como a maior palavra portuguesa. E por esse motivo tantos de nós temos essa palavrinha gravada, nem vou citar aqui qual palavra dicionarizada é na verdade a maior da língua portuguesa desde 2001 com 46 letras, porque esse não é o assunto de hoje, então continuemos com a nossa sessão nostalgia no tempo de escola, lembra de Bhaskara? Pi? Proparoxítona? Mitocondrias? Citoplasma? Tá bom vai, já deu de entender que algumas palavras, nem as utilizamos na prática, mas basta alguém falar pra que a gente se lembre delas.
É exatamente isso que acontece com “Tordesilhas”, o famoso Tratado de Tordesilhas que por vezes respondemos em nossas provas de história. Afinal, o que você lembra dele, o que sabe sobre?

Bom, vamos então avançar um pouco nesse item: O Tratado de Tordesilhas, assinado na povoação castelhana de Tordesilhas, foi um tratado celebrado entre o Reino de Portugal e a Coroa de Castela para dividir as terras “descobertas e por descobrir” por ambas as Coroas fora da Europa.

É isso mesmo, terras descobertas e por descobrir. Em 1492, o navegador genovês Cristóvão Colombo realizou uma das maiores descobertas realizadas no período das grandes navegações. Financiado pelos recursos da Coroa Espanhola, esse navegador anunciou a descoberta de terras a oeste. Tal feito acabou inserindo o reino espanhol no processo de expansão marítimo-comercial que, desde o início daquele século, já havia propiciado significativas conquistas para o Império Português ao longo de todo século XV.
Com a ascensão dos espanhóis na exploração de novas terras, o clima de disputa com os portugueses se acirrou. Inicialmente, Portugal buscava garantir seu monopólio na costa africana e a Espanha preocupava-se em legitimar a exploração nas terras localizadas a oeste.

No ano de 1493, o papa então anunciou a assinatura da Bula Inter Coetera, que fixava uma linha imaginária a 100 léguas da Ilha de Açores. No entanto, no ano seguinte, o rei português Dom João II exigiu a revisão desse primeiro acordo, que não satisfazia os interesses lusitanos. Segundo alguns historiadores, essa mudança de ideia era um forte indício de que os portugueses tinham conhecimento de outras terras localizadas na porção sul do novo continente descoberto pelos espanhóis.
Buscando evitar o desgaste de um conflito militar, os espanhóis aceitaram a revisão dos acordos com uma nova intermediação do papa. Com isso, o Tratado de Tordesilhas foi assinado em junho de 1494. Nesse novo acerto ficava estabelecida a demarcação de um novo meridiano localizado a 370 léguas a oeste da ilha de Cabo Verde. Os territórios a oeste seriam explorados pelos espanhóis; e as terras a leste deveriam ser controladas pelos portugueses. Dessa forma, o novo acordo assegurou a exploração lusitana em parte dos territórios que hoje compõem o Brasil.

Essa linha imaginária passava a 370 léguas de Cabo Verde, algo em torno de de 1780 km. De acordo com alguns mapas, o território português no Brasil começava próximo aonde atualmente se encontra Belém, no Pará, e descia em linha reta até perto de Laguna, em Santa Catarina. O objetivo era acabar com as disputas de território desde que o novo continente havia sido “descoberto”, dois anos antes.
Com o passar do tempo, os portugueses começaram a invadir o território espanhol. Dessa maneira, o Brasil começou a ter os contornos que conhecemos hoje. A Espanha, que precisava tomar conta de um domínio muito extenso, não conseguiu se defender das investidas portuguesas. Assim, em 1750, o Tratado de Tordesilhas foi oficialmente desconsiderado e atualizado para o Tratado de Madrid.

Pronto, já está bom por hoje essa revisão das nossas aulas de história. Mas a razão de ter falado sobre isso é a seguinte, acompanhe comigo. Bula Inter Coetera, Tratado de Tordesilhas e Tratado de Madri. Percebe quantas tentativas até uma acordo ser firmado por completo? Pois bem, com Deus não é assim. Uma vez firmado um acordo, feito uma promessa, Ele vai cumprir. Deus não muda, não altera atitude mediante circunstâncias diferentes. Se Ele nos ama, faz isso independente da nossa ação, se prometeu voltar, vai cumprir. Se deixou seus mandamentos, não altera os mesmos, apesar das tentativas humanas de o fazerem. Se definiu o Sábado como um dia santo isso não muda.
Não estou dizendo que é errado mudar, ainda mais quando se é para melhorar ou corrigir algo pelo caminho. Estou dizendo de compromissos com base no que é certo. Deus não muda e não falha como nós falhamos.

Agora as portas de um novo por do sol se abrem e com ele a certeza que mais um Sábado chegou. Não por um tratado de tordesilhas de 7 de junho de 1494, mas nesse 7 de junho de 2019, ao vermos o por do sol de hoje, podemos confirmar em nosso coração o Tratado da Criação. De que o sábado, mais do que um presente, é um sinal desse elo entre Deus e o homem.

Acima de tudo lembre-se que Deus não se cansa de te amar e isso não vai mudar!
Com essa certeza lhe desejo um Sábado feliz!!!

“Como é precioso o teu amor, ó Deus!
Os homens encontram refúgio à sombra das tuas asas.” Salmo 36:7

By Deivis Teixeira

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s