Fazer o bem apesar das lástimas da vida

Por Francisney Liberato

Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em uma aldeia pequena e de nobreza tribal, como consequência da tradição, ele iria ocupar algum cargo de chefia, todavia, recusou esse privilégio aos 23 anos e partiu para a capital, Joanesburgo.

Transformou-se em um jovem advogado na capital e líder da resistência não-violenta da juventude.

Em 1949, o governo aprova o regime legal segregacionista, que dá o nome de apartheid.

Segundo o site eletrônico www.infoescola.com define o Apartheid como: “Uma política de segregação social ocorrida na África do Sul entre 1948 e 1994, com a ascensão do Partido Nacional, cujo governo foi composto por uma minoria branca.

Dentre os efeitos do Apartheid, temos: proibição de casamento entre brancos e negros; prisão nos casos de ato sexual de brancos com os não brancos; somente os brancos atuavam nos cargos de direção do governo, no parlamento e eram proprietários de terras produtivas; os veículos de transportes eram separados para brancos e negros, assim como nos pontos de ônibus, praias, praças, parques, restaurantes, bares; aos negros cabiam trabalhar como mão de obra barata nas fazendas, minas e na indústria; existiam restrições na circulação dentro do pais, dentre outras barbaridades.

E por óbvio, a população não aceitou esse regime de forma pacífica, por consequente, houve diversas violências, mortes etc.

Ele dizia: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.”

Apesar desse cenário sangrento, surge Nelson Mandela, como líder da resistência, no intuito de fazer o melhor pelo seu povo, o que lhe custou o direito de ir e vir, ou seja, a sua liberdade, pois foi preso de 1962 até 1990.

Na prisão, ele não se deixou abater pelos abusos das autoridades, pois focou nos seus estudos e na reflexão sobre a situação, mas acima de tudo em fazer o bem para as outras pessoas, contudo, mesmo fazendo o que é bom, os guardas debochavam dizendo que ele jamais sairia da prisão, entretanto ele afirmava com convicção: “Posso responsabilizá-los pelas suas atitudes, porém eu sou o único responsável pelos meus sentimentos.”

O normal é que quando fazemos bem a outras pessoas, deveríamos receber algo de bom em troca, de acordo com o Princípio da Reciprocidade, Mandela fazia a sua parte, mas o governo o reprimiu, noutras palavras, a regra não valeu, pois ele recebeu o mal, mesmo fazendo algo positivo.

Será que estamos tendo atitudes boas? Estamos devolvendo o bem? Pensamentos positivos em meio ao caos? Estamos ansiosos esperando a retribuição pelo bem realizado? Como na história, nem sempre o bem gera resultados positivos.

A coisa certa a se fazer é ter um objetivo específico, uma atitude positiva, independente de termos retornos, e blindarmos os nossos pensamentos para evitar a negatividade.

Apesar dos pesares, Mandela se manteve firme e foi libertado, além do mais, o povo africano o escolheu como presidente da África do Sul, em 1994 e por fim, o Apartheid foi extinto. Transtornos, dificuldades, desgraças, são inevitáveis que ocorram na vida, pois não dependem do nosso controle, entretanto a decisão entre direcionar os pensamentos para situações negativas, isso sim é decidido por de cada um de nós!

Que possamos optar pela resistência, e por fazer o bem, visto que o futuro, vai definir se o nosso filme resultará em um final feliz, como de Hollywood, e nas lindas palavras de Nelson Mandela: “Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.

Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador.
www.francisney.com.br

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