A resposta das crianças

Por José Marcelo

Uma das mais belas canções que já ouvi, diz assim: eu fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida, é bonita e é bonita! Como é linda a essência da resposta das crianças, na
integralidade de sua candura, no modo de encarar a vida.

Precisamos pensar como elas, paradoxalmente, crescer em maturidade, mantendo intacta a pureza do coração. A sinceridade do olhar, sem julgamentos, sem preconceitos, é algo que perdemos com o tempo. Tendo a consciência que não conseguimos ver o todo, nos ângulos diferentes de cada situação, no prisma de cada pessoa. É preciso ter empatia… Alguém outrora já disse: “a empatia é a solução para o mundo”.

Olhar com os olhos dos outros, essa é a tal da empatia que precisamos. Ver aquilo que o outro vê, sentir suas dores, refletir sobre o que ele acredita, dar crédito as suas opiniões e abandonar nosso “pedestal” particular, assombrosamente dominado por nosso ego, o qual busca, a todo custo, ser o dono da razão. Aprendi com minha vivência (cicatrizes intangíveis) que muitas vezes é melhor desprezar a razão, nosso instrumento de ataque e defesa, em prol do conforto de uma boa amizade.

Precisamos sobreviver à ansiedade “moderna”, que nos faz pensar o pior futuro possível como a opção mais provável… De todas as possibilidades possíveis, essa dita ansiedade insiste em nos fazer acreditar que a pior acontecerá. Assim como no conhecido adágio (perpetuado como a Lei de Murphy): “se algo pode dar errado, certamente dará”.

Precisamos viver… Tal como na música: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar a certeza de ser um eterno aprendiz”. Devemos ser aprendizes da vida, pois quem acha que tud já sabe, está pronto para morrer, pois aprender é condição necessária para se viver, aprendemos a cada instante. Aprendizes como uma criança, que não se envergonha do que não sabe e se instrui com a naturalidade de quem não se preocupa com o que os outros pensarão.

No sereno olhar de uma criança aprendemos tanto. Na essência do sorriso despretensioso, devemos enxergar que “dar é melhor do que receber”, pois nem sempre devemos pedir algo em troca. Na sutileza de seus carinhos, devemos perceber o sentimento genuíno, que com braços invisíveis nos envolve, com a graça de espalhar felicidade. Na sinceridade de seus gestos podemos entender a virtude de se entregar sem reservas, de demonstrar aquilo que verdadeiramente se sente e expressar com autenticidade a pureza do amor.

Portanto, eu fico, sempre, com a resposta das crianças…

José Marcelo
Coordenador do Projeto 1 (planejamento Estratégico) do Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado do Tribunal de Contas de Mato Grosso – PDI. Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso – TCE-MT. Contador formado pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Palestrante e Instrutor da Escola de Contas do TCE-MT. Pós-graduado em Direito e Controle Externo na Administração Pública (FGV); MBA em Gestão Governamental (FIAVEC); MBA em Administração Pública e Gerenciamento de Cidades (FIAVEC); e Pós-graduando em MBA em Gestão Estratégica de pessoas e Coaching (UNEB/CPEX). Atuação em cargo comissionado como Assessor Técnico de Desenvolvimento de Controle Externo (ADECEX/TCE-MT). Palestrantes/instrutor em diversas áreas: Orçamento Público, Administração Pública, Planejamento Estratégico, Balanced Escorecard – BSC, Motivacional, Liderança e Equipe, Oratória.

*O que é, o que é? – Compositor: Gonzaguinha – 1982

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