TRABALHAR PARA SER FELIZ VS TRABALHAR PARA SUBSISTIR

Por Karine Taques

Ter muito dinheiro não significa que a pessoa é feliz… Felicidade é algo diferente para cada pessoa, cada um tem sua própria definição de felicidade. Para mim felicidade é ter um trabalho que você tenha o prazer de fazer.

Ao contrário do que muitos pensam, felicidade não pode ser condicionada ao dinheiro. Pessoas preocupadas com problemas financeiros frequentemente pensam que o dinheiro vai resolver tudo.

Contudo não podemos ignorar que o dinheiro complementa a nossa felicidade, o que é diferente em achar que ele é essencial para a felicidade, afinal é o dinheiro que permite o sustento de nossas famílias.

Assim o dinheiro é importante, mas apenas até o necessário para uma vida digna.

Fazer o que ama não significa que o caminho será fácil, que não haverá dificuldades, porém, esses percalços se transformam em desafios que nos incitam a buscar novas conquistas e quando as alcançamos, o prazer da vitória é indescritível.

Ser escravos de um trabalho que não nos motiva, não nos desafia, e que não nos engrandece torna a vida apenas uma luta pela sobrevivência.

Precisamos nos perguntar: Gosto do que faço? De verdade? Meus olhos brilham quando chego em casa e conto para a família como foi o dia, os projetos que realizei, as metas que atingi? São as pessoas que encontram realmente paixão naquilo que fazem, e são justamente estes exemplos de profissionais bem-sucedidos, tanto no campo pessoal quanto o profissional. Veja exemplos ilustres de Antônio Ermírio de Moraes, Abílio Diniz (da rede Pão de Açúcar), a empresária Milú Vilela, a escritora Maria Adelaide Amaral, entre outros.

A possibilidade de fazer o que se gosta e unir prazer ao trabalho diário pode trazer, além de muita felicidade, entusiasmo e qualidade de vida, e ganhos expressivos no campo financeiro. É o que afirma Mark Albion, autor do livro “Making a Life, Making a Living”, ainda sem tradução para o português.

Em uma entrevista recente à Revista Você S.A., Albion descreveu a pesquisa que realizou sobre o assunto. Ele investigou a vida de 1.500 profissionais que obtiveram seu diploma de MBA (Master in Business Administration) nas melhores escolas americanas há 20 anos. Quando fizeram sua primeira opção de emprego após o curso, 83% (1.245 pessoas) afirmaram que ganhariam dinheiro primeiro, para depois fazer o que realmente desejavam. Escolheram o emprego por causa do salário. O restante, 17%, disse que faria aquilo que realmente lhe interessava, independente da questão financeira. Vinte anos depois, os resultados são surpreendentes: entre os 1.500 pesquisados, Albion encontrou 101 multimilionários. Apenas um deles pertence ao primeiro grupo. Os outros 100 faziam parte do segundo, de 255 profissionais que seguiram sua paixão. A experiência mostra que as chances de ficar milionário fazendo o que se gosta são 50 vezes maiores do que quem trabalha apenas para ganhar dinheiro.

O conceito de trabalhar fazendo o que se gosta é relativamente novo. Até meados da década de 80, o trabalho era visto como uma forma de ganhar dinheiro – e só. A psicóloga Rosângela Casseano ressalta que “as pessoas escolhiam que carreira seguir pensando nas possibilidades de ganhar mais, sem saber que na verdade o dinheiro é só uma consequência de um trabalho bem feito, principalmente quando é feito com prazer”.

Portanto, para manter a paixão acesa, vibrante e excitante em qualquer área, é preciso cultivar o amor e alimentar o prazer de viver, e tudo isso se inicia com o que fazemos com o nosso tempo.

A culpa também pode ser da empresa

Infelizmente, a maioria das pessoas não transforma o seu trabalho em hobby, e espera o expediente terminar para fazer o que gosta.

Para Simon Franco, presidente da consultoria TMP Worldwide, “ser bem-sucedido é bem diferente de ser rico, apesar das duas coisas estarem relacionadas”. É difícil ver alguém bem-sucedido que não tenha ficado rico, mas o contrário é possível. Você pode ser rico, seja por uma herança ou por outras circunstâncias, e ser infeliz e não ter tido uma vida de desafios e conquistas.

Franco aponta que o fato de você trabalhar no que não gosta também pode ser responsabilidade da empresa, e não só do profissional ou do mercado. Às vezes, o profissional até faz o que gosta, mas está no lugar errado e na hora errada. Segundo o consultor, “uma coisa leva à outra: os profissionais são mal selecionados e não estabelecem uma ‘química’ com a organização. O grande problema é que as pessoas ainda são contratadas pelo que elas têm (cursos, MBA, experiência), mas acabam demitidas pelo que elas não são (líderes, gerentes, proativos, empreendedores)”.

Minha narrativa é resultado de minha experiência de vida, e posso dizer convictamente que HOJE TRABALHO NO QUE GOSTO, e boa parte desse amor devo à empresa da qual faço parte, pois me dá oportunidade de crescer e oferece ferramentas para o meu desenvolvimento como profissional.

Coloque-se daqui a 20 ou 30 anos, converse consigo, pergunte se valeu a pena tudo que fez enquanto podia fazer, se a resposta for negativa, está na hora de mudar, tomar rédeas de sua vida, de seu tempo, reescrever sua história, fazer o que gosta e ter tempo para as pessoas que você ama.

Independentemente da idade espiritual e mental, tema para outra conversa, sempre vale a pena refletir e querer fazer melhor a cada dia. Acredito que sempre vale a pena recomeçar. Sempre digo que a vida é muito curta, portanto devemos fazer de tudo para que ela seja divertida, pois “a benção de nossa existência tem que valer a pena”.

2 comentários sobre “TRABALHAR PARA SER FELIZ VS TRABALHAR PARA SUBSISTIR

  1. Muito bom o texto que nos remete a uma reflexão do que realmente fazer ou continuar fazendo, quero continuar no que faço pois é porque gosto e acredito que me dará bons resultados, fé…

    Curtido por 1 pessoa

  2. O texto é bem redigido e conciso, porém a autora parece confundir felicidade com alegria, coisas muito diferentes, principalmente quando a trata de relacionamento com dinheiro. O mesmo nos proporciona apenas um estado de alegria posto que felicidade é um estado de espírito que buscamos independente de ter ou não dinheiro. Parabenizo a autora do texto pela bela inciativa e argumentação.
    Prof. Carlão

    Curtido por 1 pessoa

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