Crenças

Por Francisney Liberato

Se fôssemos fadados a ser o que dizem que seremos, limitaremos as fronteiras largas das possibilidades dadas por Deus a cada ser humano, denominadas liberdade.

Durante o percurso da nossa vida, absorvemos tudo que ocorre à nossa volta. Captamos experiências boas, como também ruins, e que facultam alguns prejuízos para nossa existência.

Dito isso, podemos sintetizar que crença é tudo aquilo que armazenamos como verdades psíquicas reais, ou imaginárias, em que há o empenho de nosso cérebro na importação de informações, de forma consciente ou inconsciente.

Alguns padrões mentais são sedimentados na nossa mente de tal forma que os denominamos “crenças limitantes”, que nada mais são do que informações armazenadas em nosso cérebro como uma verdade absoluta. Quanto mais forte for a crença, mais difícil será a mudança, pois nossas ações e comportamentos são reflexos do que, outrora, foi absorvido.

Criamos modelos mentais e percepções do mundo, que nem sempre correspondem à realidade. Tudo isso é fruto de uma mentalidade influenciada pelo meio (família, amigos, colegas, cultura, religião) e, também, por aquilo que cada um decide absorver através dos sentidos.

As crenças podem ser um aliado ou um inimigo interno, que pode ser muito poderoso, e, por isso, não deve ser desprezado em sua força e capacidade de influência sobre nossa vida.

O nosso desenvolvimento está completamente atrelado aos padrões mentais que estão enraizados em nosso mapa mental, sejam eles bons ou ruins. O sucesso ocorrerá se tivermos uma visão macro daquilo que é possível ajustar para benefício próprio e, consequentemente, para terceiros.

Alguns exemplos de crenças positivas, fortalecedoras ou não limitantes: “eu consigo fazer”, “eu sou um ser humano inteligente”, “eu sou uma pessoa bela”, “eu consigo aprender novas disciplinas”, “eu sou um super-herói”, “eu tenho a capacidade de ser aprovado em concurso público” e assim por diante.

Infelizmente, o ser humano não capta com facilidade as crenças positivas ou, algumas vezes, não crê no poder delas como forma de melhorar a vida. É mais fácil as pessoas criarem crenças limitantes, as quais geram medo, fobia, bloqueios e transtornos.

As crenças limitantes ocorrem em quaisquer áreas da nossa vida, não importa a faixa etária em que nos encontramos. Essas crenças são desenvolvidas por questões pessoais de cada ser humano, pela relação hereditária com os pais e familiares e pelo convívio social com os demais indivíduos deste mundo. Essas crenças são como um vírus: se não garantida uma vacina e uma imunidade adequada, logo seremos contaminados por limitações indesejadas e não verdadeiras.

Alguns exemplos de crenças limitantes ou negativas: “eu não sou capaz”, “eu não sou inteligente”, “eu tenho dificuldade de aprender”, “eu não consigo memorizar o conteúdo estudado”, “eu não conseguirei passar em um concurso público”, “eu sou um ser humano feio”, “eu não consigo me comunicar com as pessoas”, “uma vez pobre, sempre pobre”, “somente os ricos prosperam”, “você não faz nada direito”, “o seu trabalho é sempre pela metade”, “o dinheiro traz felicidade”, “para ser bonita você deve ser magra”, “sou velho demais para aprender”, “não tenho tempo”.

Quanto mais somos submetidos a experiências, situações, cenários e pessoas mentalmente negativas, maior será o acúmulo de negativismo sobre o mundo a nossa volta, sobre nós mesmos e em relação aos demais seres humanos. Na infância, por exemplo, se um pai diz para o seu filho que ele é burro, se ele ainda fizer comparação com o irmão ou o filho de um amigo que é “melhor”, provavelmente as mensagens proferidas pelo pai terão impacto muito grande na vida do filho, desenvolvendo nele uma crença limitante, além disso, matará a sua autoestima e gerará insegurança em sua vida.

Devemos lembrar que as nossas palavras têm muito poder tanto para abençoar quanto para desgraçar a vida de um indivíduo.

O que devemos fazer para solucionar esse problema? Se a crença for positiva, nesse caso é melhor fortalecê-la; agora, se a crença for negativa ou limitante, chegou o momento de questioná-la para saber se essa “verdade” realmente é absoluta.

Não devemos nos acomodar à situação que estamos vivendo, pois temos a capacidade de desenvolver novas habilidades e talentos para que tenhamos uma vida plena e mais feliz. A mudança em nossa vida deve ser contínua e permanente.

Uma técnica que pode nos ajudar a ressignificar as crenças limitantes é a seguinte: liste 10 crenças limitantes de sua vida, como, por exemplo: “eu não tenho capacidade de ser aprovado em um concurso público”. Informe o prejuízo que você terá para cada crença limitante listada anteriormente, exemplo: “esse pensamento pode matar a minha motivação para estudar para concurso”.

Após isso, ressignifique cada crença destacada, e em cima desta deve-se criar, individualmente, uma nova crença positiva, fortalecedora e libertadora que pode mudar a sua vida, por exemplo: “É importante lembrar que se alguém tem capacidade de passar em um concurso eu também tenho a mesma capacidade. Vou estudar e me dedicar aos estudos”.

Sugiro que você imprima as crenças limitantes, os prejuízos causados por elas e as ideias e crenças positivas que podem ser ressignificadas. Depois, cole no guarda-roupa do seu quarto. Além disso, todas as vezes que surgirem pensamentos negativos ou crenças limitantes, dê um beliscão no seu braço ou na sua perna, para que você possa entender que esses pensamentos resultam em dor; isso também é uma forma de reprogramar o cérebro a pensar de forma mais positiva.

Nós temos a capacidade do livre-arbítrio, e, portanto, a autonomia para quebrar essa corrente do mal, que persegue a nossa vida. Não devemos aceitá-las, é necessário reprogramar ou ressignificar a sua mente para criar crenças e padrões mentais positivos, estimulantes e não limitantes.

É necessário ressignificar as nossas crenças limitantes para que possamos ter sucesso na vida e sermos indivíduos melhores e mais felizes. Não podemos nos acomodar com as situações e cenários os quais nos são impostos.

Que possamos ter a mentalidade de Nelson Mandela, que, apesar de ter sido preso por 27 anos de forma injusta, conseguiu ter equilíbrio emocional e mental, quando disse: “Posso responsabilizá-los pelas suas atitudes, porém eu sou o único responsável pelos meus sentimentos”. E com base nessa mentalidade ele saiu da prisão e se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul.

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso e Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Autor dos Livros:Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole” e “Fenomenal”.

http://www.francisney.com.br

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