Na diversidade é que se aprende

Por Coltri Junior

Segundo Bernard Leivergoed, vivemos uma mudança de Era na história da humanidade ocidental. Segundo ele, na Idade Média, as Catedrais  funcionavam como um ambiente onde os iguais se reuniam e todos iam por um mesmo propósito (religioso). Éramos dependentes da estrutura clerical para podermos tocar a nossa vida.

Desde o fim daquele período até os tempos atuais, a humanidade passou por um processo de independência. Uma nova Era iniciou-se com as grandes navegações, quando os europeus se aventuraram aos mares, saindo do conforto do continente para o risco das travessias marítimas.

Aquela Era chegou à sua plenitude com a corrida espacial e rumou ao fim. Vivemos, agora, a ideia de um processo de interdependência, onde a força de um complementa a fraqueza do outro. Nesse ponto, as organizações funcionam como grandes ambientes para essa realização. Assim, precisamos de alto preparo para desempenharmos nosso papel e de humildade para podermos aprender com o outro. Dessa forma, necessitamos um ambiente de pessoas diversas, diferentes que se complementam. Para sermos bons, necessitamos do domínio pessoal, 1ª disciplina do Peter Senge. Para que surta efeito, precisamos entender o nosso modelo mental, assim como o dos nossos pares, subordinados e superiores. E, para tudo isso, claro que todos temos que estar para o mesmo destino. Dessa maneira, temos as três primeiras disciplinas: domínio pessoal, modelo mental e visão compartilhada. O que fecha todas elas é a quarta: a aprendizagem em equipe.

Para que se possa aprender em equipe, é importante que se tenha pessoas com pensamentos diferentes (com a mesma visão, claro) e que se permita debater os assuntos e, também, errar. Quem testa, erra.

As organizações que aprendem, criam ambientes que valorizam a diversidade de pensamento. Só assim se pode crescer, perceber e desenvolver aquilo que falta. Com isso, um contribui com o desenvolvimento do outro, aparando as arestas, promovendo a criatividade, a inovação e o empreendedorismo. E, como as coisas sempre mudam, o mercado muda, as necessidades se alteram, a empresa precisa ter um corpo funcional que esteja ligado aos novos modelos que aparecem pelo mundo. E isso tem que passar pelos ambientes de aprendizagem, levando em consideração os modelos mentais, melhorando as competências de cada um, sempre com o mesmo objetivo. Quando falta debate, aprendizagem e desenvolvimento pessoal e corporativo, a empresa fica fadada ao fracasso. Pense nisso, se quiser, é claro!

Prof. Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos.

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