Os tiques e os vícios da comunicação

Por Francisney Liberato

Os tiques e os vícios da comunicação somente ocorrem com oradores praticantes.

Já percebeu que muitos oradores ao falar em público cometem alguns erros de comunicação? Os tiques e os vício são exemplos desta quebra na comunicação. Como superá-los? Como vencer esses obstáculos e termos uma comunicação mais assertiva.

As expressões mais comuns são o “né?”, “verdade?”, “entende?” e o “tá?”, no final de frases. Já têm outros indivíduos que expõem outros tiques e vícios irritantes, quais sejam: “ããããã”, “ééééé” e “huumm”, exteriorizados durante as pausas da fala.

Normalmente os “né?”, “verdade?”, “entende?” e o “tá?”, ocorrem por que os oradores querem uma confirmação do ouvinte de que ele está conectado na palestra ou na aula. Já os “ããããã”, “ééééé” e “huumm”, é quando estamos pensando nas próximas palavras, só que ao invés de ficar em silêncio, acabamos por proferir essas manifestações desnecessárias.

Outros motivos dessas ocorrências, é devido à insegurança de estar diante de um público, ou por não estar preparado para discorrer sobre o assunto.

Essas expressões bloqueiam a comunicação para o receptor da mensagem, isto é, prejudica sobremaneira a comunicação. Alguns denominam esses problemas como ruídos na comunicação, mas independentemente de como são chamados esses vícios, o fato é, que eles diminuem a performance e a avaliação do palestrante.

Para que você se livre desses vícios de comunicação, é necessário dentre outras estratégias, fazer uma autoavaliação, para detectar os vícios que estão impedindo você de ter uma boa apresentação. Em outras palavras, é imprescindível prestar muita atenção nesses vícios e averiguar se cometemos esses defeitos. Detectado o problema, devemos fazer esforços para eliminá-los da mensagem, visto que eles podem desviar a atenção dos ouvintes e até comprometer a sua autoridade profissional.

Além do método já demonstrado, quais seriam outras possibilidades de extirpá-los da nossa vida? No caso do “né?”, “verdade?”, “entende?” e o “tá?”, é recomendável aperfeiçoar o final das frases, dando ênfase, afirmação e entonação na última palavra da oração, passando a mensagem para o cérebro, de que é um encerramento da fala, e não um momento de pergunta ou confirmação.

É importante filmar ou gravar a sua palestra. Concluída a palestra, você pode fazer uma contabilização da quantidade de vícios que proferiu, separando-os por tipo de vício ou tique. Faça esse método em todas as suas apresentações, e as avaliem, até que os ruídos sejam eliminados.

Assim, que você possa palestrar e dar aulas, de forma tranquila e serena, pois só cometem esses erros quem está praticando. Com o tempo, aplicando a autoavaliação, organização dos pensamentos, contabilização dos vícios e a prática, você vai se aperfeiçoando para ser um grande orador. Tenha a certeza de que essas dicas vão aprimorar a sua performance diante de um palco. Seja notável!

Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador.
http://www.francisney.com.br

Ilustrado por xd_ego

Um comentário sobre “Os tiques e os vícios da comunicação

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s