Real ou virtual, você escolhe

Por José Marcelo

Em muitos momentos da minha vida vejo pessoas que sofrem por problemas cotidianos, expressando reiteradamente suas dificuldades, imersos intensamente numa “atitude” reclamatória. Fico a pensar, será que são problemas reais ou virtuais?

O problema real é aquele que subsiste independente da minha vontade, do meu querer, da minha contribuição. Ele existe e pronto! São as mais sérias, perturbadoras e cruéis, pois em muitos casos independem de nossas ações, não estando sob nossa governança. Um exemplo claro são as doenças graves, as quais, em muitos casos, não temos o que fazer. Outro caso são as circunstâncias existentes por atos irresponsáveis anteriores, que geram consequências destrutivas e nesse caso emerge frequentemente uma visitação ao passado: “se eu não tivesse feito isso ou aquilo”.

Por outro lado, temos os problemas virtuais, que existem por nossa criação. Insisto, nós criamos problemas! Não que sejam imaginários, ou que não nos incomodem e tragam dor. Entretanto essa espécie flutua em nossas mentes como a “maior tragédia da humanidade”, quando na maioria das vezes é ínfima, desprezível e facilmente evitável. A ideia aqui é de suscitarmos situações superficiais como grandes barreiras ou mesmo inventá-las. Arranjamos desculpas, transformando-as em obstáculos para nosso próprio crescimento. Como minha mãe sempre dizia: “você está arrumando chifre na cabeça de cavalo”, grande e inequívoca sabedoria popular!

Quero tratar mais profundamente desse segundo tipo. Penso que deixar de lado as superficialidades latentes, o orgulho da opinião e a aridez do pensamento já é um bom começo para se evitar essa “catástrofe individual”. Vivemos dias de pessoas extremamente sensíveis que sofrem absurdamente pela ansiedade de problemas que, por vezes, inexistem (ainda não se materializaram e talvez não ocorram), como já repisado: “virtuais”. Mas o que nos leva ao fundo desse poço, em muitas circunstâncias, é a falta de significado, no que temos e fazemos, e de foco no futuro. Quando vivemos intensamente o hoje, dando significado a vida, entendemos que mais importante que ganhar é ser um vencedor, explico: ganhar, em muitos momentos, não se confunde com vencer, pois posso ganhar uma discussão e perder um amigo. Posso ganhar um prêmio e perder minha paz… Sem significado, a vida se torna fulgaz e assim, vai se desfazendo a consciência daquilo que realmente é importante.

O amanhã ainda não goza de concretude, mas parece que a cada dia está mais célere, os dias passam rápido, deixando para trás apenas números vazios no calendário. O foco no futuro é a expectativa de se fazer o novo, como disse Peter Drucker: “o melhor modo de prever o futuro é criá-lo”. A vida com um objetivo claro e útil evita problemas e, principalmente, a sua criação. Portanto, vivamos uma vida com foco e objetivo, buscando virtude onde há desafeto, paz onde há celeuma, harmonia onde há dissonância. A vida é uma lição imaginária composta de “altos e baixos”, onde as realizações devem se transformar em paradigmas e as tristezas em experiências, sejamos sempre parte da solução, pois a criação de problemas em nada nos acrescenta.

JOSÉ MARCELO
Coordenador do Projeto 1 (planejamento Estratégico) do Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado do Tribunal de Contas de Mato Grosso – PDI. Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso – TCE-MT. Contador formado pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Palestrante e Instrutor da Escola de Contas do TCE-MT. Pós-graduado em Direito e Controle Externo na Administração Pública (FGV); MBA em Gestão Governamental (FIAVEC); MBA em Administração Pública e Gerenciamento de Cidades (FIAVEC); e Pós-graduando em MBA em Gestão Estratégica de pessoas e Coaching (UNEB/CPEX). Atuação em cargo comissionado como Assessor Técnico de Desenvolvimento de Controle Externo (ADECEX/TCE-MT). Palestrantes/instrutor em diversas áreas: Orçamento Público, Administração Pública, Planejamento Estratégico, Balanced Escorecard – BSC, Motivacional, Liderança e Equipe, Oratória.

 

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