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Vamos nos livrar das dívidas?

Por Francisney Liberato

Viva de acordo com o seu padrão de vida!

Suponhamos que você comprou um notebook por R$ 4.000,00, para pagar em dois meses. Na sequência, adquiriu roupas gastando o valor de R$ 1.000,00 para pagar em 3x. Se não bastasse, no mesmo mês, ainda comprou um celular novo por R$ 3.000,00 que deverá pagar daqui a um mês. Parece que o seu instinto está em gastar e gastar, porém sem pensar nas consequências.

Ao chegar o próximo mês, você soma as suas despesas básicas, fixas e de manutenção e percebe que sobrou apenas R$ 200,00 para fazer pagamento dos compromissos assumidos anteriormente.

Neste mês, os seus compromissos são de R$ 5.333,33 (metade do notebook, 1/3 do valor das roupas e a totalidade do notebook). Fazendo essa apuração com o valor disponível, ainda restará o valor de R$ 5.133,33 (R$ 5.333,33 – R$ 200,00) a ser saldado.

O saldo a pagar representa as suas dívidas, as quais não serão pagas com os recursos financeiros disponíveis. É óbvio que um compromisso não pago na data combinada gera juros e encargos financeiros.

O que podemos entender como dívida? São as obrigações, contas a pagar, compromissos com data de vencimento para o futuro. Às vezes, no vencimento, pode ser que tenhamos dinheiro e quitamos os compromissos, ou, quem sabe, não ter dinheiro suficiente para pagar a dívida. Quanto mais passa o tempo sem o pagamento das dívidas, a “bola de neve” só aumenta.

O que deve ser feito para se ver livre da dívida? Primeiramente, você deve reconhecer que tem essas dívidas. O segundo passo é estudar e entender quanto ganha e quanto gasta por mês, no bimestre, no semestre e no ano.

Ao saber quanto ganha e gasta, é necessário viver de forma consciente e equilibrada conforme a realidade, ou seja, não gastar mais do que recebe. Se você deseja algo e não dispõe de recursos disponíveis, é melhor segurar a ansiedade e não gastar. Faça economia e junte um pouco de dinheiro a cada mês, até ter o valor necessário para realizar a compra. Pague à vista e aproveite descontos.

Se houver dívidas atrasadas, sugiro, quem sabe, troque uma dívida mais cara por uma mais barata. Como assim?! Se você está devendo o cartão de crédito (dívida cara), é preferível fazer uma consignação em folha (dívida barata) e fazer a troca.

O ideal nesse processo de reestruturação é não contratar novas dívidas, porém se não houver outra solução, paciência. Assim, ao contratar a dívida, temos de ficar espertos sobre os empréstimos fáceis (ex.: bancos diversos com crédito facilitado, feitos pela internet ou no caixa eletrônico), já que costumam ter uma taxa de juros bem mais alta do que se você fosse negociar diretamente com o seu gerente.

Participe dos feirões de dívidas. Normalmente os credores nos feirões facilitam a negociação, e, quem sabe, reduzem o valor dos juros e multas. Vá aos feirões, porém, faça uma negociação de acordo com aquilo que você consegue pagar.

Para conseguir realizar essas dicas, é necessário ter muita disciplina, assim como você faz uma dieta e exercício físico. Você deve ter foco e planejar uma dieta financeira. Nos primeiros dias e meses será difícil, entretanto, logo você conseguirá gerir de forma assertiva as suas finanças.

Você precisa ter sabedoria financeira: só compre aquilo que pode. Normalmente, os bens não duráveis como: alimentação, aluguel, supermercado, luz e telefone, por exemplo, você deve pagar com seus recursos mensais. Já para os bens duráveis, como a aquisição de uma casa e um automóvel, é possível fazer financiamento, desde que seja com taxa de juros modesta e que caiba no seu orçamento familiar.

Quando for ao supermercado, faça planejamento e crie uma lista daquilo que realmente é necessário comprar, do contrário, saiba que vai gastar muito mais do que precisa. Excluir os itens supérfluos (ex.: chocolate) da lista de mercado costuma gerar economia, pelo menos até o momento em que o consumidor conseguir equilibrar as finanças.

É indispensável visualizar a sua planilha ou aplicativo financeiro de forma diária para não perder o controle das finanças, e manter o compromisso de viver de acordo com o seu padrão de vida. Com um mundo cheio de propagandas, a nossa tendência é visualizar e gastar.

Anote tudo o que acontece na sua vida financeira, não deixe nada passar despercebido. Crie o hábito de anotar todos os ganhos e gastos. Isso nada mais é do que fazer o autocontrole e buscar o autoconhecimento da vida.

Faça um levantamento de todos os seus bens, produtos, eletroeletrônicos, roupas etc., que não são utilizados há algum tempo e venda em plataformas e sites especializados. Se não usou algo nos últimos seis meses, é provável que isso não tenha tanta importância para você. Avalie com cuidado e moderação.

Se você já planejou e reorganizou a sua vida financeira, mas ainda não conseguiu estabilizar a sua situação, creio que deve buscar novas receitas extras (bicos, freelances ou horas extras) para aumentar o seu orçamento. É claro que essas receitas adicionais podem vir em qualquer fase da nossa vida, não necessariamente, apenas quando estiver “no fundo do poço”.

Tenha autorresponsabilidade e gerencie melhor as suas contas. Não faça dívidas desnecessárias. O mundo está incerto, mas você deve ter certeza das suas condições financeiras para realizar os seus projetos de vida.

Vamos nos livrar das dívidas?

Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.

Portfólio de cursos e palestras: https://francisneyliberato.my.canva.site/

http://www.francisney.com.br

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